Google Meu Negócio para médicos: guia do Perfil da Empresa

Google Meu Negócio para médicos: guia do Perfil da Empresa

13 min de leitura

Neste artigo · 9 partes
  1. O que é o Perfil da Empresa no Google…
  2. Perfil do médico ou perfil da clínica: qual criar
  3. Passo a passo para configurar o perfil
  4. Nome, categoria e descrição dentro das regras do Google…
  5. Fotos e postagens: o que pode e o que…
  6. Avaliações: como pedir, responder e quando denunciar
  7. Checklist mensal do perfil
  8. Perfil da Empresa e site próprio: um depende do…
  9. Perguntas frequentes

Google Meu Negócio para médicos é o que hoje o Google chama de Perfil da Empresa no Google: a ficha gratuita que mostra o consultório ou a clínica no Google Maps e no quadro lateral da busca, com endereço, horário, telefone, fotos, link para o site e avaliações. Em buscas locais, como “ginecologista em Campinas” ou “cardiologista perto de mim”, essa ficha costuma ser o primeiro contato do paciente com você.

Para o médico, configurar bem significa atender a dois conjuntos de regras ao mesmo tempo: as diretrizes do Google (nome real, sem especialidade no título, poucas categorias, avaliações sem incentivo) e a Resolução CFM 2.336/2023 (nome, CRM e RQE visíveis, nada de promessa de resultado, nada de paciente identificável). Este guia mostra o passo a passo, as armadilhas mais comuns e exemplos de certo × errado.

Resumo rápido

  • Google Meu Negócio é hoje o Perfil da Empresa no Google: ficha gratuita do consultório na Pesquisa e no Maps.
  • No nome do perfil vai só o nome real: o Google proíbe especialidade, local, slogan e telefone no título.
  • Nome, CRM com a palavra MÉDICO e RQE vão na descrição, que aceita até 750 caracteres, sem links nem preços.
  • Fotos de ambiente, equipe e fachada podem; paciente identificável e antes e depois solto, não.
  • Peça avaliações a todos, sem incentivo, e responda sem confirmar que a pessoa é paciente.

O que é o Perfil da Empresa no Google (o antigo Google Meu Negócio)

O nome mudou, mas a lógica é a mesma: você reivindica ou cria a ficha do seu local de atendimento, prova que é o responsável por ela (a verificação) e passa a controlar as informações exibidas na Pesquisa e no Maps. É gratuito e não tem relação com anúncios pagos.

O próprio Google explica que a classificação local depende de três fatores:

  • Relevância: o quanto o perfil corresponde ao que a pessoa pesquisou. Por isso categoria e descrição corretas importam.
  • Distância: o quanto o local está longe de quem pesquisa. Não há como mudar, só informar o endereço com precisão.
  • Destaque: o quanto a empresa é conhecida, o que inclui links para o seu site e as avaliações.

O Google também afirma, com todas as letras, que não há como pagar por uma posição melhor na classificação local. Quem promete “primeiro lugar no Maps” está prometendo algo que ninguém controla. O perfil é uma das peças do SEO para médicos, ao lado do site e do conteúdo.

Perfil do médico ou perfil da clínica: qual criar

As diretrizes do Google tratam médicos como profissionais liberais, junto com dentistas e advogados. Um médico pode ter perfil individual se atende o público e pode ser encontrado no local verificado durante o horário informado. A escolha depende de como você trabalha:

Qual perfil criar em cada situação
Situação Perfil Como fica o nome
Consultório com um só médico Perfil único da marca "[marca]: [nome do médico]"
Clínica com vários médicos Perfil da clínica Nome real da clínica
Médico dentro da clínica Perfil individual (opcional) Só o nome do médico
Atendimento em dois endereços Um perfil por local Mesmo nome nos dois locais
Ficha já existente no Maps Reivindicar a ficha Corrigir para o nome real
  • Consultório próprio, só você atendendo: quando o profissional é o único rosto público da marca, o Google aceita um perfil único no formato “[marca]: [nome do profissional]”. Exemplo: “Clínica Vitalis: Dra. Ana Souza”.
  • Clínica com vários médicos: a clínica tem o próprio perfil, e cada médico pode ter um perfil individual. Nesse caso, o título do perfil individual deve trazer só o nome do médico, sem o nome da clínica.
  • Médico que atende em mais de um endereço: o Google não permite mais de um perfil por local. Se você atende em dois endereços próprios, cada local tem o seu. Se atende em uma clínica de terceiros, converse com a administração antes de criar qualquer ficha.

Pelo lado do CFM, o perfil da clínica é perfil de pessoa jurídica, e o art. 6º estende a ele as regras da resolução. O art. 5º exige que o estabelecimento informe, em local visível, o nome com o número de cadastro no CRM e o nome do diretor técnico-médico com CRM e, quando exigível, especialidade com RQE. O art. 3º, II deixa claro que o diretor técnico responde pela divulgação da clínica.

Passo a passo para configurar o perfil

Separe meia hora, o CRM, o RQE (se tiver) e o endereço completo. Depois siga esta ordem:

Passos do Google Meu Negócio para médicos: conta da clínica, busca de ficha existente, nome real, categoria e verificação
Procure antes de criar: reivindicar a ficha existente evita perfil duplicado, que viola as diretrizes.
  1. Use uma conta Google da clínica, não o e-mail pessoal de um funcionário. Se a secretária sair, o acesso fica com você. Depois, adicione outras pessoas como administradoras.
  2. Procure antes de criar. Pesquise o nome do consultório no Maps. Se já existir uma ficha (criada por usuários ou por um antigo inquilino), reivindique-a em vez de abrir outra. Perfil duplicado viola as diretrizes.
  3. Informe o nome real, do jeito que aparece na fachada, no site e no receituário. Veja as regras do nome na próxima seção.
  4. Escolha a categoria principal. Digite a especialidade ou o tipo de estabelecimento e escolha, entre as opções que o Google sugere, a que completa a frase “este local é um(a)…”.
  5. Cadastre o endereço exato, com sala e andar. Caixa postal não é aceita.
  6. Adicione telefone e site. O site deve abrir no endereço completo, com https://.
  7. Faça a verificação. Dependendo do caso, o Google oferece telefone ou SMS, e-mail, videochamada, cartão-postal ou vídeo gravado. No vídeo, mostre a placa externa ou a rua, algo que identifique o consultório (placa na porta, material com a marca) e uma área de acesso restrito à equipe, como a recepção por dentro. Códigos de verificação expiram em 30 dias.
  8. Complete o resto: horário de atendimento (e horários especiais em feriados), descrição, fotos e link de agendamento. O link de agendamento precisa levar a uma página sua em que o paciente consiga concluir a ação; links de redes sociais e de aplicativos de mensagem não são aceitos nesse campo.
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Nome, categoria e descrição dentro das regras do Google e do CFM

É aqui que a maioria das fichas de médicos erra. O Google proíbe no nome: slogans, informações de produtos ou serviços, localização, telefone, site, horários e palavras inteiras em maiúsculas. Ou seja, “Dra. Ana Souza Dermatologista Botox Moema” é um nome irregular, e fichas com excesso de palavras-chave podem ser suspensas.

Na leitura mais segura, trate a ficha como peça publicitária e coloque nome, CRM e RQE na descrição.

Errado: “Dr. Paulo Lima – Ortopedista – Melhor Clínica de Joelho da Zona Sul”

Certo: “Dr. Paulo Lima” (perfil individual) ou “Clínica Lima Ortopedia” (se esse for o nome registrado e usado na fachada)

Se a especialidade não pode ir no nome, onde entram os dados que o art. 4º da Resolução 2.336 exige em toda peça (nome, CRM acompanhado da palavra MÉDICO e, se especialista, a especialidade com o número do RQE)? A resolução não menciona o Perfil da Empresa. Na leitura mais segura, trate a ficha como peça publicitária e coloque esses dados na descrição, que aceita até 750 caracteres, não pode ter URLs e, pelo Google, não deve ter preços nem promoções.

Um modelo de abertura de descrição:

“Ana Souza, MÉDICA – CRM/SP 000000 – Dermatologia – RQE nº 00000. Atendimento em consultório para diagnóstico e acompanhamento de doenças da pele, cabelos e unhas. Consultas particulares, com horário marcado.”

Três cuidados que vêm da resolução:

  • Sem RQE, sem categoria de especialista. É especialista quem apresenta RQE (art. 13, §2º), e o art. 11, I veda que o não especialista divulgue que trata órgãos ou doenças específicas induzindo à confusão com especialidade. Na leitura mais segura, quem não tem RQE escolhe uma categoria genérica, como a de médico.
  • Pós-graduação com o aviso. Se citar pós-graduação cadastrada no CRM, escreva “MÉDICO(A) com pós-graduação em (área)” seguido de NÃO ESPECIALISTA em caixa alta (art. 13, §1º, d).
  • Sem superlativos. “Referência”, “o melhor”, “único na cidade” e “resultado garantido” esbarram no art. 11, XII (garantir ou insinuar bons resultados) e no §3º do mesmo artigo (atribuir a si propriedades privilegiadas).

Sobre categorias, a orientação do Google é usar o menor número possível. Uma categoria principal precisa e, no máximo, poucas secundárias que também descrevam o que o local é, e não o que ele tem.

Fotos e postagens: o que pode e o que não pode

Fotos ajudam o paciente a encontrar a porta certa e a saber o que esperar. O art. 9º, I permite mostrar o ambiente de trabalho, a própria imagem do médico e a equipe; os incisos IV e V permitem divulgar forma de marcação, horários, estacionamento, segurança e localização. Isso cobre quase tudo de que uma ficha precisa:

Comparação do que pode e não pode no Perfil da Empresa no Google para médicos: fotos de ambiente e equipe × paciente e preço
Ambiente, equipe e informações práticas cabem na ficha; paciente identificável e preço de procedimento, não.
  • fachada e placa, para quem chega de carro ou a pé;
  • recepção, sala de espera e consultório;
  • o médico e a equipe, em foto profissional;
  • acessibilidade e estacionamento, se houver.

Pacientes não estão na lista do art. 9º. O art. 14 só admite imagem de paciente com finalidade educativa, autorização documentada e anonimato garantido, e o art. 75 do Código de Ética Médica veda exibir pacientes ou imagens que os tornem reconhecíveis. Na prática: nada de foto com paciente na ficha, nem de “antes e depois” solto. O formato educativo exigido pelo art. 14, II (conjunto de casos, complicações, texto explicativo) não cabe numa galeria de fotos.

As postagens do perfil (novidades, ofertas, eventos) seguem as mesmas regras. Pelo Google, o texto da postagem não pode conter número de telefone. Pelo CFM:

  • Pode: aviso de horário de feriado, novo médico na equipe, mudança de endereço, conteúdo educativo sóbrio, valor da consulta e formas de pagamento (art. 9º, VI) e desconto em campanha promocional (art. 9º, VIII).
  • Não pode: preço de procedimento (o comentário oficial ao art. 9º, VII veda publicar esses valores), consulta grátis em consultório privado (art. 11, §4º, c), promoção vinculada a venda casada ou premiação (art. 9º, VIII) e sorteio, que na leitura mais segura cai nessa mesma vedação.

Avaliações: como pedir, responder e quando denunciar

Avaliações pesam no destaque do perfil e na decisão do paciente. As regras do Google sobre engajamento falso são objetivas. É permitido pedir avaliações genuínas, desde que você não ofereça nada em troca nem tente influenciar a nota ou o texto. É proibido:

Ciclo das avaliações no Perfil da Empresa no Google para clínicas: pedir a todos, responder com sigilo, denunciar só violações
Pedir a todos, sem incentivo, e responder com sigilo mantém a reputação dentro das regras do Google e do CFM.
  • oferecer incentivo (desconto, retorno sem custo, brinde) em troca de avaliação;
  • pedir avaliação só aos pacientes satisfeitos ou desencorajar avaliações negativas;
  • pedir que funcionários, parentes ou parceiros avaliem (conflito de interesse);
  • estabelecer metas de quantidade de avaliações para a equipe.

Uma forma neutra de pedir, na mensagem de pós-consulta: “Se quiser, conte como foi sua experiência no nosso perfil do Google. Sua opinião nos ajuda a melhorar o atendimento.” Mande para todos, sem filtro.

Na resposta, lembre que ela é pública e que o autor é notificado. O sigilo médico continua valendo: não confirme que a pessoa é paciente, não cite diagnóstico, exame ou procedimento e leve a conversa para um canal privado. Veja modelos por tipo de reclamação em como responder avaliação negativa no Google.

Errado: “Sra. Márcia, seu exame de tireoide mostrou que a cirurgia não era necessária.”

Certo: “Agradecemos o retorno. Não comentamos atendimentos em público, por respeito ao sigilo. Pedimos que entre em contato com a recepção para conversarmos.”

Você pode denunciar uma avaliação pelo próprio perfil ou pela ferramenta de gerenciamento de avaliações, mas só quando ela viola as políticas do Google (spam, ofensa, conflito de interesse, conteúdo fora do tema). O Google é claro: discordar da avaliação não é motivo para denunciá-la.

Um cuidado final: se você republicar elogios da ficha no Instagram ou no site, o art. 8º faz deles publicação sua, e o Manual do CFM considera reiterada a repostagem que ocorre mais de duas vezes por semestre. Os detalhes estão no artigo sobre depoimento de paciente. Na dúvida, consulte a Codame do seu CRM.

Checklist mensal do perfil

A ficha não é “configurar e esquecer”. Reserve 20 minutos por mês para esta revisão:

  • Horário e horários especiais (feriados, férias, recesso) estão corretos?
  • Telefone atende e o link do site e de agendamento abre sem erro?
  • A descrição mantém nome, CRM e RQE atualizados, sem superlativo?
  • Há fotos novas e recentes do ambiente e da equipe, sem paciente?
  • Todas as avaliações do mês foram respondidas, com sigilo?
  • Alguém sugeriu edição no perfil (nome, horário, categoria) que você não fez? Revise e corrija.
  • Há perfis duplicados ou fichas antigas do mesmo endereço? Solicite a remoção.
  • Médico entrou ou saiu da equipe? Atualize a ficha da clínica e os perfis individuais.

Perfil da Empresa e site próprio: um depende do outro

A ficha resolve a descoberta, mas tem pouco espaço: 750 caracteres de descrição, nenhuma página por especialidade, nenhum lugar para explicar como é a primeira consulta. Quando o paciente clica em “Site”, ele quer confirmar que você é quem parece ser. Um site com domínio .com.br próprio, CRM e RQE no rodapé, páginas por área de atendimento e botão de agendamento dá ao Google e ao paciente o que a ficha não comporta, e ainda serve de destino para o link de agendamento.

Se você ainda não tem esse endereço, o modelo de site para médicos foi pensado para isso: página profissional, dados obrigatórios do CFM no lugar certo e ligação direta com o Perfil da Empresa. Para ver como a ficha se encaixa no restante da estratégia, veja o guia de marketing para médicos.

Perguntas frequentes

Google Meu Negócio e Perfil da Empresa no Google são a mesma coisa?

Sim. Perfil da Empresa no Google é o nome atual do antigo Google Meu Negócio. É a ficha gratuita que aparece na Pesquisa e no Google Maps com endereço, horário, fotos e avaliações.

Posso colocar minha especialidade no nome do perfil?

Não. As diretrizes do Google proíbem incluir informações de serviços, localização ou slogans no nome. Use o nome real e coloque especialidade, CRM e RQE na descrição.

Médico sem RQE pode escolher a categoria da especialidade?

Na leitura mais segura, não. Pela Resolução CFM 2.336/2023, especialista é quem tem RQE (art. 13, §2º), e o art. 11, I veda induzir confusão com especialidade. Prefira uma categoria genérica.

Posso pedir avaliações aos pacientes?

Pode, desde que peça a todos, sem oferecer nada em troca e sem tentar influenciar a nota. O Google proíbe incentivos e pedidos seletivos só a pacientes satisfeitos.

Clínica com vários médicos precisa de um perfil para cada um?

Não é obrigatório. A clínica tem o próprio perfil e cada médico pode ter um perfil individual, que pelas regras do Google deve trazer só o nome do médico, sem o nome da clínica.

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Construo e opero os meus próprios negócios digitais — e-commerce, produtos de informação e sistemas com IA — e escrevo aqui o que aprendo operando, não o que li em curso.

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Escrito porWitley Paulo

Empreendedor digital há mais de seis anos. Escreve sobre o que usa na prática para vender pela internet: sites, tráfego, produtos digitais e IA.

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